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Archive for abril \21\UTC 2010

Seguindo o conselho do ditado ingles “When in Rome, do as the romans do” (“Quando em Roma, faca como os romanos), hoje comeco um curso de meditacao budista aqui na Tailandia. Durante dez dias, terei uma rotina diaria de muita meditacao, concentracao e silencio e de muito pouca comida, sono e exercicio fisico. Por conta disso, deixarei de atualizar o blog durante esse tempo. Mas, assim que voltar ao mundo normal, virei correndo aqui contar como foi tudo. Ate la!

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A procissao que fechou as comemoracoes do Ano Novo tailandes em Chiang Mai foi tao bonita que eu consegui acabar com as duas baterias que tenho e com a memoria da minha camera. Abaixo vai uma mostra dos trajes tipicos, das demonstracoes de fe, das celebracoes nos templos e tambem da bagunca no meio da parte religiosa da festa.

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Depois do Ano Novo ocidental, que passei em Byron Bay, e do Ano Novo balines, que passei em Ubud, hoje tive meu terceiro Ano Novo de 2010 aqui em Chiang Mai, na Tailandia. O Songkran, realizado de 13 a 15 de abril, eh o Reveillon tradicional tailandes.

A zona de pessoas jogando agua umas nas outras nas ruas eh a caracteristica mais famosa dessa festa. O negocio eh divertidissimo, viu, principalmente por causa da animacao dos tailandeses, das gargalhadas com cada vitoria e com cada derrota e dos desejos de “Sa wat dee pee mai” (Feliz Ano Novo) dados o tempo todo. A bagunca ainda eh incrementada por revolveres de agua, potes com talco e baldes cheios de gelo. Esse ultimo item eu, pessoalmente, nao gostei muito, hehe. Reza a lenda que a celebracao com agua seria uma forma de fazer com que tudo e todos comecem o novo ano limpos e purificados. Eu, se depender da quantidade de agua que tomei na cabeca hoje, ja to pronta.

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Mesmo após entrar em conflito com o exército tailandês, o que causou a morte de 21 pessoas, o movimento “camisas vermelhas”, de oposição ao governo, parece seguir forte na capital, Bangcoc. Durante uma caminhada que fiz neste domingo (11) na avenida Ratchadamnoen, usada como QG pelo grupo, pude ver que o número de integrantes envolvidos continua imenso e que os discursos dos líderes nos palanques se mantem fervorosos.

Os acampamentos estão de pé e funcionando a todo vapor. Pequenos memoriais em homenagem aos mortos estão montados e painéis com fotos das cenas de violência da noite passada estão expostos ao longo do QG.

Além disso, veículos do exército, que parecem ter sido abandonados pelos soldados durante o enfrentamento deste sábado (10), estão sendo usados como espécie de troféu pelos “camisas vermelhas”. A presenca dos tanques e jipes dão mesmo a entender que os militares tiveram de fugir. E isso, claro, é visto como uma vitória dos opositores ao governo. Durante boa parte deste domingo, os veículos, na verdade, viraram atração turística para locais. A quantidade de civis tirando fotos ao redor dos carros depredados era impressionante.

A única coisa que parece ter diminuido desde os confrontos é a quantidade de turistas. Na noite deste sábado, enquanto eu, de dentro do meu hotel, ainda ouvia bombas e tiros vindos da área do conflito, estrangeiros das mais diversas nacionalidades ligavam para as suas famílias e avisavam que estavam bem. Mas, na manhã deste domingo, o povo bateu em retirada. Logo cedo, era possível ver grupos inteiros de turistas deixando a região próxima à avenida Ratchadamnoen. Na noite deste domingo, a feira da rua Khaosan, uma das mais turísticas da cidade, estava anormalmente vazia.

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Tropas do exército tailandês e integrantes do grupo “camisas vermelhas” entraram em confronto neste sábado (10) nas ruas da capital, Bangcoc. O exército usou bombas de gás lacrimogêneo e armas com balas de borracha contra os manifestantes, que fazem oposição ao atual governo e querem uma nova eleição. Os “camisas vermelhas” estavam armados com pedaços de bambu e um ativista foi visto com uma bomba de fabricação caseira.

Eu, pessoalmente, testemunhei tudo isso porque estava nos arredores da avenida Ratchadamnoen, onde um dos conflitos ocorreu. Ratchadamnoen é uma das principais ruas da cidade e está fechada há pelo menos uma semana porque está sendo utilizada como espécie de QG pelos “camisas vermelhas”.

Por estar sem credencial de jornalista, acabei retirada de lá por soldados do exército, mas consegui fazer algumas fotos antes disso. Na verdade, ainda bem que tive de sair de lá porque a fumaça das bombas de gás lacrimogêneo veio na minha direção e praticamente me cegou, além de ter dificultado a minha respiração. A sorte é que estava com uma máscara e uma toalha molhada, que havia recebido dos “camisas vermelhas”. Mas um rapaz alemão que estava do meu lado e não tinha nada para se proteger perdeu a visão completamente. Tive que carregá-lo até um lugar mais tranqüilo e ajudá-lo a lavar os olhos. Tudo acabou bem, dentro do possível.

No momento, estou na rua Soi Rambuttri, cheia de hotéis e, por isso, uma das únicas sem soldados ou manifestantes. Toda a área ao redor do lugar onde me encontro está tomada por tropas e “camisas vermelhas”.

De acordo com a agência de notícias Reuters, pelo menos 93 pessoas, entre elas 22 soldados, foram feridas até agora. Um fotógrafo freelance estaria entre os atingidos por balas de borracha. Segundo o jornal local Bangkok Post, um dos líderes dos “camisas vermelhas”, Natthawut Saikua, disse que o movimento não será derrotado. “Não pensem que o governo irá vencer, este é só o primeiro round”, Saikua teria declarado.

Mais informações podem ser conferidas no site do Bangkok Post e da Reuters. Ambos os veículos estão ágeis na cobertura dos conflitos na Tailândia. Para entender melhor o que está acontecendo no país, veja o especial da BBC Brasil.

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Hoje dei tchau para Singapura. Mas espero que esse nao seja um tchau definitivo. Singapura eh definitivamente um lugar onde eu moraria. O pais eh um oasis de desenvolvimento no meio da pobreza que domina o sudeste asiatico. E eh impressionante o que essa nacao tem conseguido levando-se em conta os poucos recursos naturais que possui e a necessidade que tem de importar praticamente tudo, ate agua, que vem da Malasia.

“Bla bla blas” economicos a parte, Singapura tem um povo simpatico por demais, sempre pronto a ajudar. Claro que o fato de o ingles ser uma das linguas oficiais colabora para o bom convivio entre turistas e locais. Mas alem disso, o pais eh muito multicultural, abrigando desde chineses e indianos ate todo tipo de ocidental que voce possa imaginar.

Alem disso, as ruas sao muito limpas, cheias de arvores e flores e boas sinalizacoes. Os banheiros tambem sao exemplarmente limpos, algo raro nesta regiao. Ah, e tem as padarias, Deus abencoe as padarias de Singapura. Quanta coisa boa, gente. Me acabei.

Mas toda essa maravilha nao sai barato. Comprar comida no supermercado eh caro, ficar em albergue eh caro, fazer compras em geral eh caro. Comer fora e usar transporte publico nem tanto.

Fora isso, tem o preco que os locais pagam para ter um pais tao desenvolvido. Diz a lenda que o governo local eh muito rigido e ganha-se multa por tudo. A mais famosa eh a aplicada por jogar lixo no chao, o que acho justo, para ser sincera. Mas essa parte eu nao tive tempo de ver. So voltando para ca e morando um tempo, como fiquei com vontade de fazer.

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