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Archive for agosto \26\UTC 2009

Finalmente, saiu o resultado do exame de Cambridge que prestei em junho. Nos meus tres primeiros meses em Byron Bay, fiz um curso preparatorio para a prova porque ouvi dizer que as aulas eram mais puxadas que as do General English. Eram mesmo. E eu, como uma boa CDF, adorei. Mas eu, como uma boa CDF, deveria ter tirado A no teste. Mas nao, tirei B. Por um ponto, exatamente um ponto, mas ainda assim B. Humpf. E nao eh que as noticias correm. Poucos dias depois, ja recebi um email de um colega de turma dizendo “parabens pelo 79 no Cambrigde. Acho que foi a melhor nota da turma. Eu tirei 76”. Tipo, oi? Quem te contou? Acho que so meu pai e minha mae sabiam.

Enfim, aproveitando a deixa, resolvi mostrar para voces alguns dos amigos queridos que fiz durante esse tempo e que deixaram saudades. Ai vao algumas fotinhas.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo, em fileiras: Tobi (suico), Jeffrey (suico), Thiago (brasileiro com a mao levantada), Alex (alemao), Andrina (suica), Alba (espanhola), Chantal (taiuanesa), Lisa (blond australian teacher), Diego (brasileiro), Anita (brasileira, com muito orgulho) e Go (japones)

Da esquerda para a direita, de cima para baixo, em fileiras, apos a cerimonia de graduacao da nossa turma: Tobi (suico), Jeffrey (suico), Thiago (brasileiro com a mao levantada), Alex (alemao), Andrina (suica), Alba (espanhola), Chantal (taiuanesa), Lisa (blond australian teacher), Diego (brasileiro), Anita (brasileira, com muito orgulho) e Go (japones)

Isso, Go, distribui as provas para a professora

Nossa querida sala de aula, da qual eu sempre saia mais cedo para fazer o tratamento da infeccao hospitalar que tive

Aula ao ar livre, aprendendo a preparar um tipico cafe da manha australiano (suco de laranja e pao com ovo frito e bacon)

Aula ao ar livre, aprendendo a preparar um tipico cafe da manha australiano (suco de laranja e pao com ovo frito, bacon, abacate e maionese)

E o fotografo profissional da turma, Tobi, que parece meu pai clicando as pessoas sem parar, tambem tem um flagra registrado

E o fotografo profissional da turma, Tobi, que parece meu pai clicando as pessoas sem parar, tambem tem um flagra registrado

Compras para a festa pos-prova de Cambridge. Logico que nao houve boca suficiente para esse tanto de pizza que a gente comprou. E eu ainda queria levar mais

Compras para a festa pos-prova de Cambridge. Logico que nao houve boca suficiente para esse tanto de pizza que a gente comprou. E eu ainda queria levar mais

Viva, Sangria! Eu e Svenja (alema na foto) eramos as mais fas dessa bebidinha doce, gostosa e perigosa

Viva, Sangria! Eu e Svenja (alema na foto) eramos as mais fas dessa bebidinha doce, gostosa e perigosa

E olha o que a sangria faz com as pessoas (no caso, eu e Ricard, outro espanhol engracadissimo)

E olha o que a sangria faz com as pessoas (no caso, eu e Ricard, outro espanhol engracadissimo)

E eis uma das muitas despedidas

Por fim, uma das muitas despedidas. Michelle e Andrina, as duas suicas as quais estou abracada, sao as coisas mais fofas do mundo. A outra guria nao tenho nocao de quem eh

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Manha de quinta-feira, mochila nas costas, “Harry Potter e o Calice de Fogo” na mao. Uma van encosta na rodoviaria de Byron Bay, que mais parece um ponto de onibus, e o motorista diz ao desembarcar: “Acho que vamos so nos dois para a Gold Coast hoje”. Sorrio, entro no veiculo e me acomodo, logico em uma janela. Faltando dois minutos para as 10h30, chega uma guria esbaforida e se joga no  banco atras de mim. Eu nem olho para nao precisar interagir. Quero curtir a paisagem e Harry, claro. Ao longo da uma hora e meia de viagem, vejo pedacos do mar, lagos, campos com gado, montanhas, casinhas fofas, placas indicando a presenca de cangurus na estrada. De repente, tudo muda. Predios altos, semaforos, congestionamentos, lojas e mais lojas. Bom, acho que cheguei. Assim mesmo me diziam que a Gold Coast era.

Desco do onibus em uma rodoviaria de verdade e fico meio perdida tentando achar a saida. Quando chego no hall, Fernanda, minha nova amiga gaucha (da cidade de Nao Me Toque), esta me esperando, de saia, chinelo e blusa de alca. Eu, que vim do sul, comeco a tirar meus casacos e ficar agoniada com meus tenis. Abracos, beijos, falas do quanto sentimos falta uma da outra – haviamos nos conhecido uma ou duas semanas antes no Byron Bay Writers Festival e tido uma conexao imediata – e do quanto foi uma surpresa eu ter uns dias para passar la com ela. Saimos na rua. Cheiro de fumaca, buzinas, praia com calcadao, pessoas falando portugues pela rua.

Chegamos na casa dela, ou melhor, no apartamento dela, e tenho de subir por um elevador. “Nossa, ha cinco meses nao pego um elevador.” Largo minhas coisas, conheco as flatmates da Fernanda e vamos para a imigracao pegar meu novo visto. Na saida, passamos em um Mc Donald’s, ja que em Byron nao tem. A comunidade foi tao contra a inauguracao de uma loja la que a poderosa rede estadunidense (gostou, Camila?) de fast food desistiu da cidade, ao menos por hora. Em seguida, vamos a uma biblioteca. Fernanda queria me mostrar como as bibliotecas na Gold Coast sao boas. Livros novissimos, guias de viagem, internet de graca, revistas, DVDs – “Friends”, “Will & Grace” e “Persepolis” foram para a nossa cestinha.

Depois, nos jogamos para um shopping porque a mais nova garconete do restaurante Orient Express precisa de um estoque de roupas pretas para trabalhar e em Byron tudo eh muito caro. Mas ai para tudo. Choque. “Ha cinco meses nao entro em um shopping center. Que coisa mais esquisita isso, que excesso de lojas, neons, vitrines coloridas, credo.” O susto passa assim que entro nas lojas e piro com as promocoes. Mas volta no retorno para casa. Semaforo para pedestres apitando loucamente, onibus lotado, transito. Ai, o ar me falta. “Parece que morei a vida toda no interior e to vindo para a cidade grande pela primeira vez. Como vou voltar para Sao Paulo? Como vou me adaptar de novo? So com muita ajuda dos amigos, gente.”

Bom, chega de surto ne!? Os dias seguintes sao de pura tranquilidade, caminhadas na praia, conversas deliciosas em casa, feijao preto da Fernanda (Deus lhe pague, minha filha), chimarrao na varanda, coxinha de galinha no restaurante brasileiro que tem la e, infelizmente, tchaus ate minha amiga sumir de vista.

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Aquele do tombo

Sinal de que todo o dinheiro investido no aperfeicoamento do ingles esta valendo a pena: levar um tombo no meio da rua, no meio da chuva, no meio do povo do trabalho e dizer “shit” em vez de “caralhoputaqueopariuvaisefuder”.

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Estava eu, bela, maquiada, faceira e segura de si, trabalhando no restaurante essa semana quando resolvo recolher os copos de uma mesa que acabara de ser liberada. Ao colocar uma taca de vinho branco na bandeja, perco minimamente o equilibrio e vejo, em camera lenta, a dita cuja virar, rolar pela mesa e cair no chao. “Tcha!”, ressoa a taca ao estilhacar-se. Todos os clientes olham. O dono do restaurante sai correndo da cozinha. Eu fico estatica encarando os pedacos de vidro. So me mexo para dizer “desculpa” e perguntar “vou ser demitida?”. Todo mundo ri e o chefe responde: “Claro que nao. Acidentes acontecem. E voce so continua aqui se cometer erros. Eles sao bons para aprender”. Depois, meia duzia de clientes que tinha atendido vem prestar solidariedade dizendo “nao te preocupa, nao tem problema” ou “boa sorte na continuacao”. Ufa!

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Aquele do frio

Nao, Parissa, Carl e eu nao fomos passar uns dias em Melbourne. A foto foi tirada em Byron Bay mesmo, um pouco antes de sairmos para uma festa. E ta de doer voltar de bicicleta do trabalho todo dia perto da meia-noite. Brrrrr

Nao, Parissa, Carl e eu nao fomos passar uns dias em Melbourne. A foto foi tirada em Byron Bay mesmo, um pouco antes de sairmos para uma festa. E ta de doer voltar de bicicleta do trabalho todo dia perto da meia-noite. Brrrrr

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