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Archive for julho \31\UTC 2009

Ontem, pela primeira vez em quatro meses, senti realmente falta da cidade grande. Tinha levado o puxao de orelha inaugural no restaurante onde estou trabalhando e estava para la de chateada. Eram 23h30. A unica coisa que eu queria era passar no Pao-de-Acucar para comprar uma lata de leite condensado para fazer brigadeiro e pegar uma boa comedia romantica na maquina de DVDs.Mas a videolocadora de Byron Bay fecha as 18h e o supermercado as 21h. Entao, fui para casa, tomei um cha bem sem graca e fui dormir.

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Em abril, quando eu tinha acabado de chegar em Byron Bay, rolou o famoso Bluesfest, festival de musica que agita a cidade todo ano. Trabalhei como voluntaria e assim pude assistir todos os quatro dias do evento de graca. Foi uma aventura e tanto. Tirei milhares de fotos e acabei nao postando – porque uma jornalista de “ferias” nao se preocupa com deadline, gancho, lead. Como neste fim de semana outro festival (Splendour in the Grass, onde vou trabalhar no bar, agora sendo paga) esta lotando Bryon, me lembrei dessas imagens tao queridas que tinham ficado de fora do blog. Entao, ai vao as minhas recordacoes do Bluesfest 2009.

Voluntarios Michelle, Anita, Andrina, Thiago e Diego se preparando para um dia de reciclagem (vulgo recolhimento de latinhas)

Voluntarios Michelle, Anita, Andrina, Thiago e Diego se preparando para um dia de reciclagem (vulgo recolhimento de latinhas)

Mas nao pensem que o trabalho como voluntaria foi pesado. De forma alguma. Todos os dias, chegavamos e esperavamos umas duas horas sentados. Depois, trabalhavamos mais uma duas horas e pronto. Na foto, alem de mim, estao Chris e Matias, dois italianos divertidos que matavam tempo comigo sempre

Mas nao pensem que o trabalho como voluntaria foi pesado. De forma alguma. Todos os dias, chegavamos e esperavamos umas duas horas sentados. Depois, trabalhavamos mais uma duas horas e pronto. Na foto, alem de mim, estao Chris e Matias, dois italianos divertidos que matavam tempo comigo sempre

A tarefa mais legal que peguei foi fazer pesquisa de satisfacao com o povo que estava curtindo o festival. Uma beleeeza andar pelo lugar, conversando com as pessoas e vendo os shows. Matias, mais uma vez, foi meu companheiro nesse servico um dia

A tarefa mais legal que peguei foi fazer pesquisa de satisfacao com o povo que estava curtindo o festival. Uma beleeeza andar pelo lugar, conversando com as pessoas e vendo os shows. Matias, mais uma vez, foi meu companheiro nesse servico um dia

Rodando pelo festival o tempo todo, encontrei cada figura. Esses dois sentados sao so um exemplo da enorme quantidade de gente que leva suas proprias cadeiras para ver as apresentacoes

Rodando pelo festival o tempo todo, encontrei cada figura. Esses dois sentados sao so um exemplo da enorme quantidade de gente que leva suas proprias cadeiras para ver as apresentacoes

Criancas com as orelhinhas devidamente protegidas tambem eram uma constante

Criancas com as orelhinhas devidamente protegidas tambem eram uma constante

E cada gringo engracado dancando

E cada gringo engracado dancando

Mas alguns australianos tambem tem ginga, como mostrou a moca-hippie-jeitosa-feliz-de-aparecer-na-foto

Mas alguns australianos tambem tem ginga, como mostrou a moca-hippie-jeitosa-feliz-de-aparecer-na-foto

Ta ai outra coisa comum e necessaria no Bluesfest: botas sete leguas. So elas mesmo, com estilo, claro, para encarar a lama inacreditavel que a chuva criou

Ta ai outra coisa comum e necessaria no Bluesfest: botas sete leguas. So elas mesmo, com estilo, claro, para encarar a lama inacreditavel que a chuva criou

Gente, e qual foi a minha surpresa quando vi esses bonecos que achei que tinham sido importandos de Olinda?

Gente, e qual foi a minha surpresa quando vi esses bonecos que achei que tinham sido importados de Olinda?

E esse cidadao, Seasick Steve? Figuraaaca. Acho que eh bom de performance, mas talvez de CD nao seja la essas coisas

E esse cidadao, Seasick Steve? Figuraaaca. Acho que eh bom de performance, mas talvez de CD nao seja la essas coisas

Mas genial mesmo foi o show do Blues Traveler, banda que eu so conhecida porque eh uma das favoritas do meu pai

Mas genial mesmo foi o show do Blues Traveler, banda que eu so conhecida porque eh uma das favoritas do meu pai

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Apresento-lhes a mais nova garconete do restaurante asiatico Orient Express, Anita. Apos uma semana inteira batendo perna pedindo emprego pelo centro de Byron Bay, me chamaram para fazer um teste nesse lugar. Vestida de preto dos pes a cabeca, levemente maquiada e com um avental cujo bolso foi preenchido por uma caneta, um bloquinho e um isqueiro (para ascender e reascender velas espalhadas pelo local), corri durante seis horas entregando pratos que nao fazia a mais vaga ideia do nome. “Prato dkjhsakldjskl para a mesa 2”, dizia o chef. “Perdao, qual eh o nome mesmo?”, perguntava eu. “Sung choi bao of pork with bamboo shoots, shitake and water-chestnuts” ou “Thai tom yum soup with mixed seadfood”, respondia ele, enquanto finalizava outra refeicao para colocar na fila. “Ai meu deus, ta”, desistia eu. Mas no fim deu tudo certo. Mantive a calma, sorri aos montes, nao quebrei nada e consegui a vaga.

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Aquele do tsunami

Meu celular australiano toca em um horario inesperado.

Mae e pai (cada um em uma extensao da casa, como sempre): Tudo bem, filha?
Anita: Tudo.
Mae e pai: E o alerta de tsunami ai na Australia?
Anita: Que alerta?
Mae e pai: Como assim que alerta? Voces nao estao sabendo? Quase ligamos para ai de madrugada para dizer para voces se mandarem de casa e irem para alguma montanha.
Anita: Serio? Que estranho, gente! Sempre ouvimos radio e vemos TV e nao soubemos de nada.
Mae e pai: Passou na TV aqui no Brasil e lemos num site tambem.

No fim da tarde, assistindo o noticiario na televisao, vejo uma materia sobre o assunto. “Milionario sistema de alerta de tsunamis comprado pelo governo federal eh posto a prova pela primeira vez”, anuncia a apresentadora. E um ministro diz que o que falta melhorar eh o aviso a populacao ja que quase ninguem foi informado. “Temos que melhorar o servico de aviso de porta em porta e pelo telefone”, afirma. Engracado eh que minha mae e meu pai, do oooutro lado do mundo, ficaram sabendo. Sorte que dessa vez nao era para valer.

Ha uns dois anos mais ou menos, contou-me minha professora de ingles, houve um alerta serio de tsunami para Byron Bay. A escola orientou os alunos a irem para uma estacao de coleta de agua no alto de uma montanha x. Algumas pessoas foram para la. Varias outras, muito espertamente, ficaram na praia esperando a onda gigante chegar. Como agora, nada aconteceu.

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Gosto de elogiar quando vejo um trabalho bem feito. Isso porque eh tao comum a gente se estressar com a operadora de telefone, o plano de saude e o banco. Eh um tal de nao cumprir prazo, de nao tratar bem o cliente, de nao oferecer o que prometeu, enfim. Mas nada disso aconteceu na renovacao do meu passaporte aqui na Australia. E nao eh porque eh na Australia nao. Aqui, tambem ja tive problemas com a operadora de telefone, o plano de saude e o banco. Mas o Consulado Geral do Brasil em Sydney foi exemplar comigo.

Na quarta-feira passada, enviei meu passaporte e varios formularios pelo correio para eles (medo de ficar sem passaporte). Na segunda de manha, liguei para checar se eles tinham recebido o envelope. A resposta, em um educado e atencioso portugues, foi: “ja recebemos, ja fizemos seu novo passaporte e ja o enviamos para a sua casa em Byron Bay”. No dia seguinte, o documento estava na minha porta. Well-done!

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Aquele da faxina

Esta semana, pela primeira vez na vida, fiz uma faxina profissional. Por profissional nao entendam bem feita, mas sim paga. Isso mesmo, encarei vassoura, pano de chao, detergente, limpa-vidros, escadas, mangueira, todo o arsenal necessario para limpar uma casa. Como nunca fui chegada em trabalho domestico, nao estava exatamente feliz. Mas ando topando quase qualquer trabalho por 20 pilas a hora.

Entao, para aliviar o saco cheio, a monotonia e o cansaco, alem de carregar meu querido MP3 player comigo, me muni de mantras como “tailaaaandia”, “indoneeeeesia”, “nova zelaaaandia”, “quem sabe iiiiindia” e assim por diante. Vamos ver se trabalhando tanto quanto estou consigo fazer uma viagem bacana no fim do ano. Haja pensamento positivo!

p.s.: o Mosquito, grande amigo do meu pai, fez um comentario outro dia no blog perguntando se eu toparia trabalhar numa fabrica de bolachas na BR-101, perto de Joinville. A resposta eh: provavelmente nao, mas, se precisasse muito, claro. O mesmo vale para a faxina. No Brasil, tenho a minha profissao, de jornalista, pela qual sou apaixonada. Aqui, por mais que meu ingles ja esteja bonitinho, ninguem vai me contratar para trabalhar em jornalismo, ainda mais em Byron Bay, que mal e mal tem emprego para os locais. Entao, como preciso pagar escola, comida, casa, medicos (agora nao mais, mas por um bom tempo esse foi um grande gasto) e, obviamente viagens, eh necessario topar o que acho que devo. E tambem contar com a valiosa ajuda da familia.

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Na Main Beach, com o farol de Byron Bay do fundo, esses amigos parecem ser daqueles confidentes, que contam os segredos mais importantes e as piadas mais bobas do mundo um para o outro

Oh coisa boa ter aquele amigo confidente, para quem se conta dos segredos mais importantes as piadas mais bobas do mundo

Para alguns amigos, sons valem tanto quanto palavras

Em algumas amizades, sons valem tanto quanto ou ate mais que palavras

Estudar junto tambem faz parte

Estudar junto tambem faz parte

Viajar junto, entao, nem se fala

Viajar junto, entao, nem se fala

Beber junto tambem eh valido

Beber junto eh igualmente valido

Ajudar a cuidar dos filhos alheios eh uma realidade que ainda nao chegou com toda forca na minha vida

Ajudar a cuidar dos filhos alheios eh praticamente uma declaracao de amor

Ha sempre aqueles que preferem ficar sozinhos para refletir

Mas uma boa amizade tambem pode ser descoberta dentro de si mesmo

Ou entao na natureza

E na natureza

Surfistas sao geralmente bem adeptos aos momentos de solidao

O mar pode ser uma excelente companhia

E cada louco com a sua mania ne!?

E, na hora do desespero, ate as coisas mais estranhas se transformam em amigos

Tem gente que ate parece querer se esconder

Seja onde for, o importante eh procurar amizades e nao esconder-se delas

p.s.: vale um daqueles livrinhos com fotos e frases de efeito?

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