Meu prazo final para entregar uma série de documentos a uma empresa aqui em Florianópolis era sexta-feira. “Tem que ser, senão não vais poder começar a trabalhar na segunda”, alertou a menina do RH no email que me mandou com a lista de papéis que deveria providenciar.
Quase toda minha documentação – carteira de trabalho, identidade, CPF e título de eleitor – estava em São Paulo. Mas nem cheguei a considerar isso um problema, afinal a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é ótima. Assim, pedi para um grande amigo me enviar tudo por Sedex 10.
Na quarta-feira de manhã, como prometido, ele endereçou o envelope com boa parte da minha vida burocrática para cá. Na quinta, quando o negócio deveria ter chegado, nem sinal. Até as 9h da sexta, nada também. Mas, como os Correios são ótimos, têm o chamado código localizador, que serve, justamente, para localizar objetivos atrasados, perdidos ou extraviados.
Cheia de esperanças de ainda conseguir levar a papelada para a menina do RH a tempo, mando um SMS para o meu amigo pedindo o tal número. Mas não obtenho sucesso: “Tô no trabalho e o papel ficou em casa. Só de noite. Beijomeliga”. Em vez de ligar para ele, o que não ia adiantar de nada mesmo, entro em contato com a central telefônica dos Correios. Já nem tão crente de que a coisa daria certo, pergunto se há um jeito de descobrir o código tendo em mãos o meu nome e o nome do remetente, o meu endereço e o endereço do remetente, o meu CPF e o CPF do remetente. “Não, senhora, só podemos fazer a busca pelo número. Tente tirar uma segunda via do comprovante na agência de onde seu amigo lhe enviou o material”, aconselha a atendente. Aham, obrigada, querida, beeeijotchau.
Praticamente sem opção, tomo uma decisão radical: ir até a central dos Correios aqui na Ilha. Esbaforida, chego lá e explico meu problema para a primeira funcionária que vejo na frente. “É no setor de caixa postal, no final do corredor à esquerda.” No bendito departamento, recebo a mesma informação que havia escutado da moça do call center. E mais: “Ah, Sedex 10? Não, Sedex 10 nem vem pra cá, vai direto para a sua casa. Tem que aguardar”. Ah eh? Obrigada, então, querido, beeeeijotchau.
Agora totalmente sem alternativa, concluo que devo fazer o que posso e sigo para a clínica onde deveria fazer o exame médico admissional. Quando a recepcionista me pede uma identificação, abro minha bolsa para pegar a carteira de motorista e cadê? “Cadê, meu senhor, cadê? Não sei, perdi. Olha, o que tenho é minha carteirinha de jornalista”, digo. “Que está vencida desde 2009, senhora. Mas tá, pode ser”, responde a guria. Até que enfim algo fácil.
Com o atestado de saúde, mas sem lenço e sem documento, vou para o terminal de ônibus e espero meia hora pela condução que me levaria à empresa, onde tentaria negociar com a menina do RH. Quando peço pela fulana na portaria, exatamente ao meio-dia, ouço a última coisa que gostaria: “Ela saiu para almoçar e só volta às 14h”. Jura? Jura? Jura?
Desisto. Vou para casa, coloco uma roupa bem folgada e deito na cama. Dali um pouco, o carro dos Correios buzina e o carteiro me entrega o maldito Sedex. Jura? Jura? Jura? Agora? Foda-se! Dessa vez quem vai enrolar sou eu! Essa porcaria vai ficar para segunda. Informo a menina do RH da minha decisão, fecho a casa, me enfio debaixo do edredon e durmo o sono dos justos.
Ei, ta de emprego novo? Como assim?!
Curiosissimo pra saber.
bjs
Ô moça, por que parô?
Adorei a atitude. To nesses desespero e só nao consigo me imaginar ligando o foda-se.
…
OU consigo né.
É, foda-se. =)
Olá,
Encontrei o seu blog, e estava lendo os seus posts sobre Byron Bay. Vou pra lá daqui duas semanas, e gostaria de ver se vc poderia me dar algumas dicas sobre o local. É muito difícil conseguir empregos lá? Estudou em qual escola?
Obrigado desde já,
Anitaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
essas semanas estou australiasick estava olhando umas fotos, lembrei da gente nas aulas da Lisa!!!
Como você ta? por onde anda? SP, RJ FLORIPA????
Vi pelo ultimo post que nao anda muito assidua no Blog, mas espero que veja meu recadinho!!!
saudades de tu guria!!!
vamos tomar uma breja junta na cidade do caos!!!
beijaooooo Camilla Ramaglio