Chris havia acabado de voltar para o Canadá depois de uma longa viagem pelo mundo. Estava revendo a família, curtindo os amigos e retomando contatos profissionais. Sentia-se quase feliz. O que atrapalhava era uma inquietação interna que tinha. Os meses foram se passando e ele sempre tentando, sem sucesso, descobrir a origem daquele sentimento.
Quando estava começando a achar-se integrado à nova (e ao mesmo tempo conhecida) realidade e sua vida estava dando os primeiros passos em direção à normalidade, um grupo de amigos contou-lhe que iria viajar por alguns meses. O plano era voar para a Nova Zelândia e depois ir para a Europa, onde visitariam diversos países.
Chris pensou apenas uma vez. “Perder a oportunidade de sair por aí e ainda com amigos? No way.” Conversou com os pais, que o apoiaram, como sempre, e deu início aos preparativos. Tudo teria de ser feito muito rapidamente, visto que seus amigos estavam adiantados no planejamento da próxima grande aventura.
No dia da partida, o pai de Chris o acompanhou até o aeroporto. Chris despediu-se e entrou no avião com seus companheiros de viagem. Acomodou a bagagem de mão no compartimento acima de seu banco e sentou-se.
Quando as portas da aeronave foram fechadas, Chris sentiu um pânico. Não queria estar ali. Havia tomado a decisão errada. Levantou-se, correu pelos corredores, falou com as comissárias de bordo, mas não foi autorizado a sair. Não havia mais volta. Não por hora.